23/06/08 Jantar











Em clima de flores para homenagear as professoras Santuza Abras, Dolores Borges e Lélia Lombardo, a equipe do CenC, coordenada pelo Prof. Tomaz Nogueira, promoveu no dia 23/06, um jantar que aconteceu no restaurante do hotel Normandy . O evento foi prestigiado por considerável número de professores da FaE, inclusive eméritos, e de outras unidades e também por funcionários da FaE e da Reitoria.
Com sinceros votos de boa sorte e muitas realizações, desejamos às professoras eleitas e empossadas, todo sucesso.

20/06/08 Posse dos Diretores de Unidades e Campi BH e Barbacena
















Diretores de Unidades e Campi BH e Barbacena tomam posse
Com a prerrogativa de escolher todas as novas diretorias mediante lista tríplice formada por votação, a reitora da UEMG, Janete Gomes, resolveu anuir com a democracia e empossar todos os candidatos vencedores do pleito (do qual participaram professores, servidores e alunos).Dessa forma, as chapas de quatro unidades de Belo Horizonte mais as diretorias gerais dos campi da capital e Barbacena tomam posse nesta sexta-feira, às 20h, em solenidade realizada no auditório da Escola Guignard, aberta ao corpo docente, discente e técnico-administrativo da Universidade.Tomam posse em suas respectivas diretorias, para um mandato de quatro anos, os seguintes professores:Diretoria Geral (Campus Belo Horizonte) – Santuza Abras/Diretoria Geral (campus Barbacena) – Cláudia Bomtempo / Cíntia Lúcia Lima - Diretoria Escola de Design – Roberto Werneck / Jacqueline Ávila Diretoria Escola de Música – Gislene Marino / Rogério Bianchi Diretoria Escola Guignard – Benedikt Wiertz / Sebastião Miguel - Diretoria Faculdade de Educação – Dolores Maria Borges de Amorim / Lélia Lombardo






Solenidades e amor em pedaços...




Momento solene no dia 18 último, às 19h, no 7º andar do novo prédio da FaE, quando ocorreu a inauguração dos retratos da Profª Janete e do Prof. Cosme, como ex-diretores de nossa faculdade. A Profª Santuza Abras, nossa diretora, convidou a Profª. Dolores que fez uma saudação aos dois professores pontuando suas inovadoras gestões em um breve relato. A Profª Janete, nossa reitora, ressaltou ser essa solenidade um honroso momento em sua trajetória e também saudou as suas antecessoras com muita emoção, em especial Dª Lúcia Casassanta. Também o Prof. José Cosme fez um breve “passeio” pela galeria de fotos lembrando que, sendo dele o único retrato do sexo masculino, orgulhou-se de pertencer à história de uma instituição com bases tão femininas, tornando grandes referências em sua formação como educador e pai . Em seguida a Profª Santuza convidou o público presente para uma sessão solene do Conselho Departamental no auditório, quando foram outorgados títulos a 8 professoras eméritas da FaE/CBH/UEMG, a saber:Profª.Anna Edith Bellico da Costa;Profª.Ana Lúcia Amaral;Profª. Belkiss Alves Nogueira da Fonseca;Profª.Ely Fonseca Dutra;Prof.ª Lenita Ferreira de Oliveira;Profª. Maria Aparecida Reis Duque;Profª. Maria Inês de Matos Coelho;Profª. Stella Maris Fernandes Fialho de Martins Flores.
A sessão foi presidida pela Magnífica Reitora da UEMG, Profª Janete Gomes Barreto Paiva. Também compuseram a mesa a Profª Magda Lúcia Chamon – Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-graduação; as professoras Santuza Abras e Dolores Maria Borges de Amorim, Diretora e Vice-Diretora da FaE e o Prof. José Raimundo de Araújo, Vice-Diretor do Curso de Engenharia Ambiental e de Minas de João Monlevade.
Compareceram, também, conselheiros do CD, representantes de professores e de funcionários da Faculdade de Educação/CBH/UEMG, professoras aposentadas e familiares das professoras eméritas.
Uma vez mais, a emoção embalou o coração dos educadores, quando em suas falas curtas apontaram a grandiosidade de suas vocações. Na singeleza dos discursos breves e nos exemplos de seus referendados mestres, nosso auditório tornou-se templo de gloriosas lembranças e engrandeceu todos os vultos amados quando cantamos a uma só voz, de peito aberto com muita convicção - à capela - o Hino Nacional.
Encerrando, para abrandar os corações em fogo, um coquetel de pêssego e amor em pedaços.
YG19/06/08 http://www.yoguilherme.blogspot.com/

CONVITE

24 de junho de 2008 - terça-feira - 14h30
Auditório do BDMG
Rua da Bahia, 1.600 - Bairro de Lourdes

A Magnífica Reitora da Universidade do Estado de Minas Gerais, professora Janete Gomes Barreto Paiva, convida os servidores técnico-administrativos e todo o corpo docente desta instituição para a cerimônia de assinatura do Plano de Acordo de Resultados entre a Universidade e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Na solenidade, o engenheiro e consultor Evando Mirra de Paula e Silva proferirá a palestra "Ardente paciência: a transformação da Universidade".

46º Sarau Lítero-Musical - PRATA DA CASA

Seleção Alunos, professores e funcionários interessados em participar desta seleção com artes plásticas, vídeo, artesanato, música, dança, intervenção poética, fotografia, instalações...
deverão inscrever-se de 02 a 13/06/08, de 9 às 19h - CenC sala 704.

XI FONEPe


O 11° Fórum das Entidades de Pedagogia (FONEPe) reuniu na USP, em São Paulo, estudantes de pedagogia a fim de discutir sobre as Políticas Públicas na Educação. O fórum contou com delegações de praticamente todos os estados brasileiros, com destaque para as de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília.
Os organizadores do XI FONEPe tiveram a oportunidade de apresentar e esclarecer os projetos para a educação do governo Lula, com a manifestação de pontos de vista divergentes, com os palestrantes buscando esclarecer todas as questões a respeito desses projetos. Democratização, REUNI, PDE, PROUNI e outros foram os planos que causaram maior polêmica e levaram a plenária a discussões produtivas, embora as vezes tumultuadas.
Os frutos dessas discussões foram colhidos nos chamados GDs (grupos de discussão) que tinham como objetivo, dentro de um determinado tema, fazer com que os estudantes elaborassem propostas a resolver ou ajustar os problemas e metas apontados nas plenárias.
A plenária final foi a mais polêmica e tumultuada, por ter sido composta por uma mesa despreparada e por delegações mais preocupadas em defender interesses pessoais/políticos, esquecendo-se muitas vezes do foco do encontro: EDUCAÇÃO. Contudo, conseguiu-se chegar a conclusões importantes e até aprovações de propostas elaboradas nos GDs.

Biblioteca Joanina




Profa. Vera Macedo (de Coimbra)

A primavera chega a Coimbra. Da minha janela, vejo o sol dourando as recém-nascidas folhas, revestindo as árvores desnudas. A praça parece louvar a Deus como se houvessem pousado em seus galhos uma infinidade desses serezinhos que, na crendice popular, dão sorte (Louva-Deus). E o verde chega com um brilho e uma beleza encantadores, acho que de tanta espera.
Estou a escrever-lhes hoje com um certo aperto no coração. Sei que, ao lerem este texto, a nossa FaE já estará em outro local que não é o nosso templo mineiro da Educação nomeado por mim, com respeito e profundo amor, de “casa rosada”. Já terá saído do Instituto de Educação ao qual, em quase um século, conferiu status, valor, prestígio e, sobretudo, seriedade na construção do conhecimento.
O curso de Pedagogia preservou a sua identidade na diversidade, adversidade e, finalmente, enquanto Faculdade de Educação, na Universidade.
O que me conforta é a historia. Esta não se esquecerá dos debates, das pesquisas, das aulas dialogadas ou das exposições magistrais sejam de professores ou alunos, ecoando nas paredes, nos corredores, na biblioteca, na sonoridade inteligente dos cultos Saraus Literários.
A história está em nós que vivemos isto e temos a ventura de contá-la e demonstrá-la em que mares ou recantos do mundo atravessaremos. A historia consagrará não um capitulo, mas muitos sobre essa Faculdade de Educação que ora teve que se retirar do templo para seguir o seu destino, marcando outros espaços que lhe forem concedidos, com a nobreza e a grandeza que a caracterizam.
Conto-lhes o que a historia mostrou-me ao rever a Biblioteca Joanina visitada por pessoas do mundo inteiro, o que quase me impediu de vê-la novamente, a fim de expor-lhes, com fidedignidade, particularidades dessa preciosa casa de livros da Universidade de Coimbra. Passo-lhes com meu olhar fotográfico, como diz Sophia de Mello Brynner, a melhor foto que se pode tirar.
O seu antigo nome era a Casa da Livraria, recebendo os primeiros livros, depois de 1750, sendo o edifício construído entre 1717 e 1728. Abriga, hoje, cerca de 200.000 volumes, havendo no piso nobre por volta de 40.000 títulos. As coleções datam dos séculos XVI, XVII e XVIII, em sua maioria, representando o que havia de melhor na Europa culta daquele tempo. Todos os exemplares estão em boas condições porque o edifício é uma verdadeira caixa-forte com um ambiente aclimatado, mantendo um índice de umidade relativa de 60° uma vez que todo o interior da biblioteca está revestido de madeira. A construção da Biblioteca foi pensada para ser uma casa de livros e, assim sendo, tem a protegê-los paredes exteriores de 2 metros e 11 centímetros de espessura. A porta desse “cofre” é feita em madeira nobre (teça) o que permite ter-se uma temperatura constante de 18° a 20° C. Outro fato interessante: os livros, além de terem como inimigo o fator de degradação, têm também um outro inimigo - os papirógrafos (insetos que se alimentam de papel), mas neste edifício, não há qualquer problema porque as estantes são feitas de carvalho que, em sendo extremamente densas, ainda exalam um odor que os repele.
O mais curioso, entretanto, é que os livros também contam com mais um aliado em sua conservação. No interior desse templo dos livros, habita uma colônia de morcegos que, soltos durante a noite, alimentam-se dos tais insetos que ali aparecem, protegendo toda aquela preciosidade bibliográfica. Naturalmente que, antes de oferecer o banquete àqueles mamíferos, todas as mesas e buffets são cobertos com couro e, na manhã seguinte, tudo é rigorosamente limpo.
Portanto, essa é uma viagem magnífica e imperdível. Preservada e celebrada como é, encanta-me, porque, na verdade, é uma celebração ao conhecimento, uma ode ao saber. E, cada dia mais, acredito que a vida vale pela construção contínua do conhecimento, pelo sabor de ler o mundo, pelo respeito ao outro e pelas viagens dentro de cada um, seja a Odisséia, As viagens a minha terra, minhas, suas, de Homero ou Garret.
Ao contatar-me com colegas de todo o mundo, chego à convicção de que é nas pesquisas, nas leituras, no convívio com os mais diferentes saberes que está a chave da perenidade.
Saí da Joanina com a certeza de que a FaE, desde os seus primórdios, curso de Aperfeiçoamento (1923), Curso de Pedagogia (1969) Faculdade de Educação (1995) fortalecerá, como centro irradiador do saber em qualquer sítio que vier a instalar-se. Então, fiquei com o coração em paz.